Dia Nacional de Combate ao Fumo

Seconci-SP alerta sobre os riscos decorrentes do uso do cigarro e orienta sobre os problemas causados pelo tabagismo

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), esta é a principal causa de morte evitável no planeta, sendo considerado, portanto, um problema de saúde pública. A entidade estima que haja 200 milhões de fumantes no mundo, com sete mortes por minuto por doenças relacionadas ao
uso do cigarro.

“Estima-se que 90% das pessoas que desenvolvem câncer de pulmão apresentem como fator responsável o fumo. Tendo em vista esse cenário, é importante destacar que as chances de cura para essa doença são bastante baixas”, diz a pneumologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), dra. Marice Ashidani. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), ocorrem 200 mil mortes por ano no Brasil em decorrência do fumo. Esse valor salta para cerca de 4,9 milhões em perspectiva mundial.

Segundo a dra. Marice, o tabagismo pode desencadear cerca de 50 problemas de saúde, dentre os quais, destacam-se:

–  vários tipos de câncer – pulmões, laringe, faringe esôfago, estômago, pâncreas, fígado, bexiga, rim, colo de útero, leucemia;

–  doenças respiratórias – enfisema, bronquite, infecções respiratórias;

–  doenças cardiovasculares – angina, infarto do miocárdio, hipertensão arterial, aneurismas, AVC, tromboses;

–  úlcera péptica, osteoporose, catarata, impotência sexual masculina, infertilidade feminina, complicações na gravidez, hipertensão, diabetes etc.

A médica explica que a nicotina, presente no cigarro, é uma substância psicoativa que provoca sensação de prazer com mecanismos semelhantes aos da cocaína, do álcool e da heroína. “Ela estimula a liberação de neurotransmissores e, com o tempo, o cérebro se adapta e passa a precisar de doses maiores para o mesmo efeito”, disse.

Tabagismo passivo

Fumante passivo é o não-fumante que convive com fumantes em ambientes fechados, ficando exposto aos componentes tóxicos e cancerígenos presentes na fumaça do tabaco, que contém praticamente a mesma composição da fumaça tragada pelo fumante. São cerca de quatro mil compostos, dos quais mais de 200 são tóxicos e cerca de 40 são cancerígenos.

Mesmo que não fumem, adultos com longa exposição à fumaça podem desenvolver câncer de pulmão. Já as crianças nessa situação podem apresentar rinite, tosse, conjuntivite, exacerbação de asma, otites e aumenta a chance de doenças cardiovasculares na vida adulta.

“A ventilação ambiental por deslocamento de ar não é suficiente para deixar o ambiente em condições aceitáveis de exposição, daí a importância da proibição de fumar em lugares fechados”, preconiza a especialista.

Sobre o tratamento, a pneumologista diz que o sucesso depende, principalmente, da motivação e determinação do indivíduo em parar de fumar, mas o acesso à informação dos malefícios do tabagismo, oferta de tratamento com estímulo dos profissionais de saúde e apoio de familiares também são importantes. “As recaídas ocorrem, mas as pessoas não devem considerar como derrotas. Às vezes, são necessárias várias tentativas, e, a cada uma delas, a chance de sucesso se renova”, conclui.
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